Star Wars: Rebels

Aposto que alguns de vocês vêm sentindo um distúrbio na Força e agora vou explicá-los o porquê. No dia 3 de outubro, estreava nos Estados Unidos a série “Star Wars: Rebels” pelo canal Disney X D, e hoje estreia em solos tupiniquins, pelo mesmo Disney X D, o longa “Star Wars: A Fagulha da Rebelião” que apresentará a série, essa que começará a ser transmitida dia 18 de outubro às 12h.

A série se passa entre os episódios III e IV, em um hiato de 20 anos onde o Império tenta erradicar os Jedis enquanto evolui e domina a galáxia. Um dos principais pontos da série consiste em explorar um período que não teve desdobramento nos cinemas.

Alguns dias após a estreia lá em cima, a Disney confirmou a segunda temporada da animação, ou seja, já podem ficar animados (ou não).

Kallus e stormtroopers

Para aqueles já familiarizados com as antigas animações de Star Wars, vão encontrar a si mesmos em um ambiente familiar, pois a Disney, em conjunto com a LucasFilm, conseguiu manter o padrão de Clone Wars – e de acordo com o produtor Dave Filoni, terá ainda mais aventuras que seu antecessor – com bastante fluidez no roteiro e um ritmo que em nada lembra a trilogia original em seus momentos boring.

Um caminho trilhado pelos produtores, seja por tendência, inspiração ou por leitura de alguma pesquisa do público jovem de Star Wars foi a Animezação da série. Me peguei em diversos momentos em dúvida se estava assistindo algo produzido nos EUA ou em algum país asiático. Nem todos os personagens tinham traços típicos de anime e mangá, mas a influência com olhos bem grandes, bocas e narizes pequenos além de algumas expressões exageradas quebraram a minha imersão em alguns momentos. Não que isso seja algo ruim, mas apenas que eu não estava acostumado a ver, nem nas animações da franquia.

Por outro lado, os reponsáveis por SWR tentar repetir uma fórmula para agradar os mais velhinhos: re-editar a dupla contra-bandista e bichano. Dois dos personagens principais passam claramente a ideia de Han Solo & Chewie wannabe. O primeiro tem, ao mesmo tempo, um quê de smuggler e de líder rebelde, mas as especulações só serão respondidas ao final do longa; enquanto seu braço direito, o troglodita dessa série apenas pertence a uma raça com grande porte físico e que, invariavelmente, gosta de resolver as coisas com força bruta. Não há grandes semelhanças ente o segundo personagem e o Chewbacca, mas ele funciona em dupla com o primeiro e a associação se torna automática.

Novos rebels

No que diz respeito às tecnicalidades, a animação é bem completa e tem tudo para agradar Jedis e Siths. Os planos abertos possuem uma fotografia/arte incrível com elementos arquitetônicos que, facilmente, te remetem a Star Wars. O único defeito que encontrei/item que não me agradou foi a baixa qualidade da textura dos cabelos/pelos. Entendo que fica um pouco mais difícil para uma animação que terá n episódios, mas ainda assim me incomodou em alguns momentos. Também entendo que pode ter sido uma opção para um lançamento futuro (e óbvio) de linhas de brinquedo.

A trilha sonora, apesar de discreta e sem a grandeza característica dos filmes, deixa a assinatura da da saga e consegue manter o mesmo clima de aventura espacial. Ainda na parte sonora, a dublagem estava incrível, com destaque para Fernando Caruso que fez o agente Kallus.

A opção de passar a história em um período entre-filmes foi, de longe, a mais acertada. Essa mescla de antigo e novo consegue agradar os old-school mais xiitas e colocar os jovens no hype train com a parada programada para o Episódio VII.

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